Acessibilidade arquitetônica nas escolas


 Para efetivação do Atendimento Educacional Especializado (AEE), é necessário que se promova a acessibilidade em todos os sentidos. No post anterior, falamos sobre acessibilidade instrumental e agora vamos falar sobre a importância da acessibilidade arquitetônica nas escolas para o processo de aprendizagem de estudantes autistas.

    Além da organização e conservação da Sala de Recursos Multifuncionais, a escola também precisa fornecer em seu espaço físico a quebra de barreiras arquitetônicas. Muitas vezes o Transtorno do Espectro Autista não é objetivado na elaboração de projetos arquitetônicos escolares, mas dado o impacto que o ambiente tem sobre nossos comportamentos, é importante que haja reformulações físicas adequadas também visando o TEA.

    O ambiente escolar precisa  ser  propício à aprendizagem e ao desenvolvimento de habilidades, fornecendo estímulos sensoriais de forma moderada. 

 

Para todos verem: Imagem de uma sala de aula de uma escola. A foto foi tirada do fundo da sala e mostra em primeiro plano carteiras escolares bege enfileiradas. Em frente as cadeiras há um quadro de giz largo, quase do tamanho da parede. No fundo da foto, há uma grande janela de vidro aberta. Do lado de fora é possível ver algumas arvores.

    A sala de aula é um espaço no qual os estudantes passam um tempo bastante significativo enquanto estão na escola. Assim, é importante que o ambiente seja organizado, com poucos estímulos visuais, janelas voltadas para espaços mais silenciosos. Salas muito abertas para o ambiente externo também devem ser evitadas para não causar um excesso de estimulação sensorial.

    Pistas visuais também podem ser muito interessantes, dado que muitas pessoas autistas costumam pensar de forma bastante visual. Padrões e cores podem ser usados como referência para comunicar o intuito de cada espaço, orientando os estudantes e permitindo que eles utilizem os espaços de forma mais autônoma e com mais conforto. Além disso, pode auxiliar a criança a limitar o ambiente sensorial que precisa processar.


Para todos verem: Imagem de crianças comendo no refeitório da escola. Em destaque, um menino sorri olhando para foto. Na frente dele há uma bandeja com arroz, carne, alface e melancia. Duas outras crianças estão sentadas ao seu lado comendo, sem olhar para foto. Ao fundo da foto, na mesa ao lado, uma menina olha curiosamente para a câmera. / Imagem: Semed

 

    Além das pistas visuais, compartimentalizar os espaços também pode ajudar a fornecer previsibilidade de onde cada coisa acontece. Por exemplo, o local das brincadeiras, o local do cochilo, o local do lanche. 

    Algumas pesquisas também sugerem a criação de 'espaços de fuga' com uma composição sensorial neutra, um ambiente silencioso, com luminosidade controlada e possivelmente com objetos sensoriais, possibilitando atender tanto crianças hipersensíveis quanto hipossensíveis em momentos de desregulação sensorial.

    Além disso, é preciso lembrar que cada pessoa com TEA é única e por isso é preciso que os profissionais da escola estejam abertos a conhecer as demandas específicas de cada uma, sendo possível que, a partir daí, outras adaptações sejam feitas.


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